“Notas”02/07/2014 “A escolha do vice de Aécio “e “Explicando piadas”

O nome de Aloysio Nunes para vice na chapa presidencial do PSDB é anuncio, por si, de animo de combate em um possível governo tucano. Embora fosse um nome já mencionado como provável companheiro da candidatura Aécio Neves, o episódio recente de explosão com o blogueiro (o mesmo personagem que agrediu verbalmente o então Presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa) que o abordou no Senado provocou especulações sobre uma provável desistência do partido, temeroso de suposta repercussão negativa.

Seria um recuo que adiantaria um Governo fraco, pronto a recuar ao primeiro coral ensaiado por estudantes de criatório do petismo, ou ameaça de greve geral, ou operações de desmoralização, e portanto, um gesto que desaconselharia indecisos, que julgariam preferível a continuação do Governo atual com sua desmoralização progressiva agindo de maneira mais eficaz que derrota eleitoral. O rótulo de “coxinha” seria enfim justificado.
A população espera precisamente um político “explosivo”, que enfrente agressores sem temor de supostos vexames e também supostos estragos na imagem de “conciliador”, num país onde a “conciliação” tem se dado com muita freqüência entre senhores de coletes que deliberam sobre destinos enquanto bebem whisky em hotéis suntuosos. A fúria de Junho de 2013 foi um lamento ruidoso contra esta paz entre senhores que podem, quando tudo piorar até a constatação do fim sem negociações, deixar o Brasil. Um “Basta” berrado por milhões.

Há problemas que exigem enfrentamento descuidado das regras do “politicamente correto”, como o tabu jurídico da maioridade penal, assentado sobre um fetiche etário que determina que um sujeito que tem a vivencia mínima que permite estabelecer distinção entre o acerto e o erro, mas não tem dezoito anos completos, não pode responder pelo que faz. Quantas mortes impunes serão ainda necessárias para que se derrube esta relíquia jurídica? Quantos assassinos gargalharão diante de familiares declamando leis?

Desde sua juventude, o Senador Aloysio conhece o que é enfrentamento, tendo participado da organização de Carlos Marighella, a ALN. Não se trata de louvar a luta armada ou o regime que estas organizações sonhavam, mas de reconhecer a coragem que certas ações exigiam e o mérito de pessoas militarem em ações armadas pelo que acreditavam, sabendo o que teriam de padecer caso fossem apanhados. Como o Fernando Gabeira, falando nisto, que hoje é alvo de patrulhadores desacostumados a responder por escolhas, pois carreiristas vocacionais.

As dificuldades que um hipotético governo do PSDB terá que atravessar exigirá homens dispostos a pagar caro em tranqüilidade e desapego às acomodações que o mando proporciona. Após doze anos de petismo, tudo parecerá necessitado de recomeço radical, sobretudo desaparelhar a maquina, desinfetando-a de militantes que zelarão pela continuação do PT no Poder ainda que nominalmente este esteja com o PSDB. Os delinquentes que caluniam a partir de estatais, por exemplo, poderão,  com base em sindicância, ser expulsos do corpo administrativo. Isto, porém, não sairá barato, e o referido “animo de combate” será mais necessário que nunca na história do País. Um politiqueiro macio, que a cada passo recorra às pesquisas e trema de vergonha e medo a cada editorial inspirado por professores universitários petistas ou pára petistas, terá condição de empreender este esforço sem o qual a vitória eleitoral será derrota política e ante sala do retorno do PT?

Uma escolha emblemática, uma declaração de intenções , um trailer do que teremos caso o PSDB seja o vencedor desta batalha que anuncia-se exigente para os simpatizantes do PSDB ou aos anti petistas que votarão nos tucanos por opção disponível apenas.

Ambos tipos de eleitores desta chapa sabem que não poderão reincidir na negligencia da obrigação quanto ao Legislativo- outro peso que, faltando, melhor mesmo continuar com o atual partido no Governo. Sem maioria parlamentar, retirar a candidatura é até mais digno.

Nos palanques, Aloysio Nunes saberá lembrar às massas o que está em jogo: O futuro cívico de todos e de cada um dependendo de fúria e atenção nas urnas.

XXX
Quem previu o caos nesta Copa, baseado em obras atrasadas e gastos fabulosos e no histórico de péssimos serviços prestados, apostou no pior?

Projetou o pesadelo interior sem elementos da percepção da realidade brasileira?Agiu como mero militante político partidário?

A euforia de uma festa com participação de milhares de estrangeiros, com jogos reconhecidos como empolgantes- pois inexistem favoritos com a queda pelo caminho de gigantes temíveis- elimina a realidade de que estádios caros foram erguidos em locais onde falta de eventos converterão as nomeadas”arenas” em morada de ratos e que há problemas no Brasil esperando apenas a partida do circo, o recolher da lona?

Os governistas da imprensa patrocinada por estatais acreditam que críticos de gastos excessivos (ainda que não tenham engrossado o “Não vai ter Copa”, tardio e vão) devem retratação (a quem? aos leitores que se acompanham o dito “PIG”sabem que este não engrossou os anunciadores de catástrofes, apenas observou atrasos e custos alarmantes) pelo “terrorismo” que supostamente cometeram. É do jogo que jogam.

O que se escreveu quando atrasos em obras motivavam ameaças de mudanças da sede da Copa pela FIFA e os gastos se superavam, e remoções de comunidades eram realizadas não precisa ser explicado, ou justificado. Anos à frente, pesquisadores verão em arquivos as notícias que inspiraram análises rigorosas e as antevisões do Inferno sediado no Brasil.

É como explicar piadas- se claros e baseados em dados, artigos fundamentados não deixam de ter sua dignidade jornalística pelas mudanças posteriores do script da vida. Os textos dirigem-se, em geral, aos que sabem interpretar textos de analise e não esperam profecias, pois leitores devidamente ( ou espera-se que o sejam) advertidos da natureza do conteúdo.

Ou isto, ou a rendição ao modelo corrente ao fim de sketchs de pretenso humor, onde se adverte que não se quis ofender, nem “generalizar”alguma categoria retratada.

Esse post foi publicado em Uncategorized e marcado , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s