“Notas” – 16/10/2014

Fosse meu blog mais divulgado por seus leitores (que parecem querer o blog só para si, parece) e talvez minhas advertências fossem contempladas com maior carinho: há anos menciono o “medo de bater” do PSDB e o silencio dos órgãos de imprensa sobre os sites e blogs governistas que agem sem o freio de uma bateria de processos dos ofendidos que tenham dinheiro e influencia suficiente para combater esta indústria da difamação.

Meus avisos em caixas de comentários aos blogueiros de “Veja”, como Augusto Nunes e Ricardo Setti recebiam respostas como “Você dá importância a estes caras. Não me fale mais deles, sim? Se insistir em visitar estes sites, tenha a fineza de não me dar conhecimento” e “Ninguém lê estes caras. Você atribui importância demasiada a caras insignificantes”.

Tentava argumentar que as bibliotecas de comunidades devidamente aparelhadas por militantes do PT tornavam estes sites e blogs a única fonte de (in) formação política das massas e isto custaria enormes dificuldades para mostrar as mitificações petistas e os méritos do PSDB, mas quem ouve um blogueiro que não tem amigos influentes que divulguem seu blog? Quem atenta a conselhos fornecidos gratuitamente?

Fosse eu um “consultor” com diploma de cientista político, ou sociólogo, ou Doutor em Comunicação Social, talvez minhas observações tivessem recebido o benefício da dúvida. Mesmo minha experiência de ex-colaborador (colaborador gratuito, diga-se) de um destes sites, o 247, não contou como possível credencial aos acostumados a consultar oráculos pagos, bem pagos.

E venho também avisando aqui no “Cadernos” que a relutância do PSDB em bater forte e utilizar a linguagem das ruas e priorizar imagens das mazelas nacionais nos programas custaria dificuldade em demonstrar a falácia do PT que reza que o partido- com todas suas máculas- ao menos governa para a maioria- de forma eficaz ao eleitorado. Como nos exemplos dos outros parágrafos, quem ouve um…

Agora tentam maquiar como vitorioso um debate medíocre, onde Aécio Neves mais apanhou que bateu, pois claramente subestimou a oponente Dilma Rousseff, sua ferocidade e descompromisso com regras de etiqueta social. Não se debate com petistas (ou com gente do PSOL, seu irmão mais novo) como se debate com membros de outras agremiações. Fatos e argumentos têm peso nulo, acusações e decibéis substituem nestas mentes (e no publico deles, o eleitorado que se identifica com o primado da ignorância e da truculência) as funções daqueles elementos. Aos indecisos, faltou o sangue que pode trazer a decisão.

Não adianta o candidato Aécio bater mencionar o escândalo da Petrobras sem qualificar como ridículas, aos risos, as comparações entre este episódio sem precedentes no universo da corrupção brasileira (universo rico, diga-se) e “aeroporto do tio”, “pasta rosa”, “cartel dos trens em SP” (não que sejam episódios que prescindam de investigações e punições).

Tem que dizer que cinismo tem limites e que alguém que governa sobre uma rede de esgoto deste porte deveria ter vergonha de pleitear repeteco do cargo , etc, etc,etc.

A dramaticidade deve ser usada sem economia e sem temor do ridículo  (temor ridículo,que o PT, reconheçamos, não possui):”A senhora não se envergonha de jogar brasileiros contra brasileiros em suas campanhas ?” , “A senhora deveria ter a compostura mínima que o cargo exige e não tem“  e reiterar o “a senhora não sabe debater com seriedade?”

Artigo de Augusto Nunes sobre o debate (primoroso, Nunes se ombreia com David Nasser e Carlos Lacerda quando inspirado, quando quer) descreve com exatidão de um cinegrafista munido com as melhores lentes e técnica aguda a performance da candidata do PT: os trejeitos, as tentativas de se comunicar de forma inteligível e os esforços (tocantes) em pronunciar certos vocábulos, dá para vê-la em ação lendo este artigo- mas erra na conclusão: Aécio Neves não aplicou surra alguma na oponente, jornalista. Para tanto, seria necessário ele ser menos elegante e “seguro de si” do que sua descrição ( exata) de sua performance mostra.

Enquanto ele não exibir indignação genuína com os ataques pessoais que sofre desde que se cristalizou como o candidato do PSDB e anunciar processos contra os difamadores, com os olhos furiosos de quem vê sua família exposta aos criminosos que recebem anúncios governamentais, não convencerá indecisos – o elemento decisivo nesta eleição.

Isto deveria, claro, ter sido feito há mais tempo. Logo que começaram os ataques pessoais e especulações sobre sua vida privada, o departamento jurídico do PSDB deveria iniciar maratona de processos e ocupar espaços nos órgãos simpáticos à sua candidatura com denúncias dos ataques e reportagens mostrando as manobras judiciais.

Mas como tomar estas providências em tempo útil quando conselheiros dizem que “o que vem de baixo não atinge” e vendem ao candidato a fantasia do eleitorado em tudo semelhante aos freqüentadores dos restaurantes dos Jardins que aplaudem o candidato?
À massa anti petista na internet, atribuir “ponto” no ouvido de Dilma Rousseff parece bastar.

X
O estouro destas clínicas de aborto deveria servir de argumento final aos defensores da legalização do aborto com seus números obtidos sabe-se como.

As quantias arrecadadas por estes matadouros de bebês (um feto de sete meses- um dos casos descobertos- é o que?) demonstram que não são “faveladas negras” as vítimas maiores destes comerciantes da morte. São quantias que exibem uma classe média e alta que, bradando a “independência do próprio corpo”, não sabe, em pleno século XXI, evitar uma gravidez. Mesmo uma menina de treze anos (outro caso que veio à tona) tem hoje em dia conhecimento do que seja sexo oral e preservativo – que dirá mulheres mais experientes?

A cobertura do caso vem sempre acompanhada de comentários como:  ”As mulheres não devem ser penalizadas por estes crimes”, mas me parece que existem estes matadouros por existir uma demanda. Demanda que é alimentada pelo relativismo moral que não considera aborto sem motivo válido (estupro ou risco de morte para a gestante) homicídio e demoniza quem lembra a responsabilidade que a liberdade sexual traz.

“Reacionários” e “machistas” são os argumentos sacados do colete por feministas que não desejam mais que ocupar espaços de Poder, de legitimar mais um braço da casta acadêmica pesando sobre o corpo social.
Quem ousa escrever ou mesmo declarar em entrevista é rotulado aos berros por “lideranças” do tipo e não tarda seremos processados por emitir “opiniões sexistas e retrógradas”.

Que este estouro deste esquema aborteiro sirva para confrontar os porta-vozes da militância abortista, reitero.

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