“Notas”- 05/01/2017

Sobre escolhas

 

Na Imprensa

O canal “GloboNews” exibirá especial sobre o “Massacre do Carandiru”. Após o massacre em Manaus, este conduzido por presos e não pela Polícia Militar, efemérides do tipo reforçarão as campanhas do canal para que o Brasil adote a ideologia da casta acadêmica sobre criminalidade e política carcerária.

Amigos leitores do blog me provocam dizendo que cismo com o “GloboNews”.

È impossível ignorar o canal a cabo de notícias mais influente no País e não escrever sobre suas campanhas em consórcio com a casta acadêmica.
Não deveria me irritar com canal que ainda exibe peças publicitárias da campanha presidencial americana, inconsciente do ridículo; tempo e espaço alheios a este assunto.

Acontece que estes colonizados formam opinião, ainda que sem capacidade, ainda que propagandistas grosseiros, primários. Funcionam como a “Veja” do “Pós-PT”, oráculo de preguiçosos que buscam nas “análises” do canal instrumentos para interpretar fenômenos sociais. “Veja” está desmoralizada, “GloboNews” ainda tem seus fiéis, mesmo por ter no elenco gente capaz e talentosa, como William Waack, Gerson Camarotti e Fernando Gabeira.

Bom, este canal aproveita o quanto pode deste reforço – o massacre em Manaus- para suas arengas. Está no seu direito.

Mas me pergunto:

Por que não um especial sobre X anos da morte do menino João Hélio?

Por que não reportagem lembrando o caso da dentista queimada viva por assaltantes?
Por que não um estudo sobre as vítimas pobres dos “infratores excluídos”?

Não seriam úteis à discussão sobre crime e punição no Brasil?

Estes dados teriam o poder de desmentir teses tão bem ajeitadas e embaladas com laço de fitas dos professores universitários, “doutores em causas da violência?”
O que vítimas e familiares de vítimas têm a dizer não merecem a atenção desta gente?
São escolhas de enfoques, e repito, sou favorável a esta liberdade.

Como sou favorável a boicotar quem se mostra inimigo jurado do que acredito.

 X

Na Saúde Pública

O SUS atende quem a ele recorre procurando cirurgias de mudanças de sexo.
O que penso sobre estas cirurgias não vem ao caso, posto que ninguém obriga ninguém a mudar de sexo.

O Governo não tem por que negar auxílio a quem recorre a ele, ainda que seja para realizar procedimento irreversível, de consequências também irreversíveis; o direito ao erro irremediável é tão direito como os outros direitos, mas…

Não seria a vasectomia prioridade na saúde de um país pobre, com problemas na habitação, no emprego, e em diversos setores?
Por que um sujeito que se reconhece sem senso de paternidade e sem condições de sustentar família não pode recorrer ao SUS para vasectomia, se não tiver mais de vinte cinco anos e pelo menos dois filhos?

Falo por mim: não quero ser pai e não tenho direito ao SUS para me garantir.

Meu direito é menos direito que os desejosos em mudar de sexo?
Pelo que decidem autoridades da saúde, sim.

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