“Notas”- 22/02/2017

Sobre “Escola Sem Partido”

Assisti a um pouco das audiências da comissão que analisa o caso da “Escola Sem Partido”. Um pouco apenas, não mais.

Sou um traumatizado dos professores que descarregavam nos alunos o salário que recebiam, que pretextavam o salário miserável para fazer suas arengas pró-PT.

Minha mãe era professora na mesma ocasião (meus anos de adolescência) e não preciso escrever que sofria o mesmo salário indecente, mas sempre teve a decência de preparar nos finais de semana suas aulas e não massacrar os alunos. Conheci umas poucas boas professoras no período, uma delas filiada ao PT, para deixar claro que nem todo petista ou esquerdista é um covarde. Mas a maioria…

Ter que remover bloqueios de aprendizado, desenvolver pedagogia eficaz seria para muitos ali “trabalhar para o inimigo”. Os alunos tinham que ouvir berros de professores semiletrados pelo fato de seus pais não terem votado no candidato deles, professores.

Não tenho saudades do período. Conheci nestes professores algumas das piores pessoas da minha vida, e antes que algum leitor me pergunte se eu era bom aluno, respondo que não, era relapso, mas de uma professora de matemática ganhei trauma pelos berros que ouvia sempre que manifestava minha incompreensão do conteúdo.

Adolescentes são fáceis de massacrar, ou eram…

Para ser honesto com os leitores registro também que nem todos estes monstrengos eram de Esquerda, houve direitistas  (ou desinteressados da Política, o que acaba, neste contexto, dando no mesmo lugar)  que também contribuíram para transformar minha adolescência no pesadelo que ainda hoje me assombra. E a de muitos colegas.

Os que eram de Esquerda e não massacravam os alunos eram tão poucos que me lembro de pormenores de suas figuras e aulas. Eram pessoas raras, pela gentileza e pelo amor ao estudo dos autores que diziam admirar. Como eram pessoas estudiosas, argumentavam, não recorriam aos berros e aos gestos de intimidação. Muitos dos colegas se converteram ao esquerdismo pela mão destes professores preparados e hábeis. Estes não conquistavam pelo temor e sim pelo carinho.

Mas já eram, repito, raros. Hoje destes não se vê quase nenhum.

Hoje parece haver um avanço; pais de alunos são mais presentes e alguns esboçam reação contra o massacre. Estes ativistas do “Escola Sem Partido” merecem todo o apoio, e se a Imprensa ainda é reticente, ou crítica, é cúmplice destes violentadores mentais de crianças e adolescentes.

Não sei o tempo que levará para que crianças e adolescentes sejam respeitados por professores, suas famílias não mais tratadas como coletividade de estúpidos aos quais coube apenas fornecer a massa de manobra para militantes.

Quando chegaremos ao ponto de um professor temer ser confundido com um militante em sala de aula? Quando diretores responderão pela omissão e/ou cumplicidade nestes crimes contra pessoas em formação?

Desconfio que este estágio será alcançado quando pais souberem boicotar órgãos de imprensa que publiquem tentativas de ridicularizar este movimento. Jornal ou revista que tiver sob contrato algum advogado da militância partidária em sala de aula, ou que convide com insistência “intelectuais” do tipo para defender a “livre expressão” (coloco entre aspas por saber como é a livre expressão em um campus, por exemplo) de professores em sala de aula deve ser banido das casas. Assinaturas deverão obedecer a este critério caso os pais estejam de fato desejosos de livrar seus filhos da praga da instrumentalização de crianças e adolescentes. Assinaturas de canal de TV a cabo, idem.

Caso este esforço pareça excessivo ou desnecessário, que se lembre que a classe política – a quem cabe votar leis que coíbam abusos de professores– não se move senão tangida pela Imprensa, pelos formadores de opinião que provocam o que se entende por “fato político”.

Este esforço – o de filtrar entre a massa de jornalistas aliados e adversários nesta luta- será a medida da vontade da sociedade de salvar as próximas gerações. Sem ele, melhor desistir. E desistir desta luta significa abandonar os filhos já sabendo o que isto é como realidade concreta; a desculpa da ignorância já não cabe neste momento.

Não importa se escola pública ou privada, o momento é o de zelar para que militantes ajam em outros campos, e professores ensinem suas matérias.

E isto  se faz vigiando todas as entradas da cidadela, sem descanso.

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