“Notas” – 02/09/2018

“Que há de novo?”- Notas sobre Jornalismo

Aos leitores que me cobram textos sobre “as novidades” (cobranças quase sempre desacompanhadas da divulgação deste blog), respondo: não vivo do blog, atualizo-o quando posso. Este ano tirei para presentear leitores com a correção total do arquivo; textos eliminados e outros tantos reescritos, e a maioria corrigida com alterações. Às correções, adicionei o cuidado em utilizar as ferramentas do blog que auxiliam quanto ao tamanho das letras e ao alinhamento (duas queixas recorrentes de leitores). Em todos os textos.

Mais o trabalho de salvar os textos no computador, passar o conteúdo deste arquivo para pendrive e imprimir os textos (cuidado que recomendo a qualquer blogueiro).

Um carinho aos leitores que me custou alguns meses de trabalho.

Aos poucos venho retomando a rotina de rascunhos diários das “Notas”.

Portanto, paciência …

Mesmo porque “novidades” não o são; tratar de assuntos como Política e Jornalismo, este blog o faz desde seu começo. Basta lembrar que o primeiro post do “Fernando Pawwlow – Cadernos” foi sobre a “Tribuna da Imprensa”. E se fizermos as contas, veremos que a maioria dos textos do blog é dedicada ao tema da formação da opinião pública e do que dela depende para a condução das políticas de segurança, transporte, saúde, etc, etc

Como venho observando, cresce a indignação quanto ao domínio da casta acadêmica nas comunicações de massa (domínio que se mostra mais escandaloso em ano eleitoral), mas não cresce nestes indignados de internet qualquer iniciativa de prestigiar nomes que surgem nesta mesma internet. Preferem prestigiar com acessos os nomes já consagrados e depois engrossar coro de lamentadores que cobram posições que estes autores consagrados não são obrigados a tomar que iniciar qualquer esforço de divulgação de nomes “amadores”, “não profissionais”. Quando busco meu nome na internet, encontro reproduções de textos meus em blogs de Esquerda, pois publicados quando aqui no blog também em sites de Esquerda (como “Tribuna da Internet” e “247”).

Em site ou blog de Direita ou de apenas adversários do sistema de Poder do PT e associados… depois direitistas (ou apenas adversários do sistema de Poder do PT e associados) queixam-se da “ditadura esquerdista no espaço público”, “censura no Facebook” (como se o Facebook não fosse iniciativa privada com suas prerrogativas e políticas próprias) …

Que recebo de email de colegas me informando: “recebi um texto seu outro dia, de um amigo, por meio de mensagem privada”…

A Esquerda (ou o sistema de Poder do PT e associados) goza o Poder que ela fez e faz por merecer. Aos chorões, o direito ao choro segue garantido na Constituição.

Ed. Abril

Sites de Esquerda, ou meros apoiadores do sistema de Poder do PT e associados comemoraram por estes dias o pedido de recuperação judicial da Ed. Abril.

Ed. Abril respirando por aparelhos surpreendeu a quem?

Revistas cada vez mais finas, matérias (escritas por juntas de jornalistas) que ocupam no máximo duas páginas (sendo uma de ilustrações), contratações de colunistas do jornalzinho do “Colégio Múltipla Escolha”…demorou demais a deserção em massa de leitores. Leitores que trabalhavam de graça comentando, apontando erros, sugerindo…

Uma a uma, as revistas sofreram “reformulações”, o que leitores experientes e observadores sabem ser diminuição de páginas e matérias sumárias mirando em um “público alvo de leitores médios”, que seria fornecido por pesquisas.
As que eu acompanhava mais, “Playboy” e “Veja”, foram vítimas desta “revisão de padrões”.

Uma, a “Playboy”, morreu a cada entrevista mais curta, conduzida por entrevistadores parecendo desejosos de mostrar “coragem” e “independência” com o entrevistado, matérias sem o bom gosto de outros tempos, edições mais finas, e todo o resto de “mudanças para atender a você, leitor” até sua “descontinuação”.

Outra, a “Veja”, vem sendo vítima desta política editorial há muito, muito tempo. A edição eletrônica hoje é quase toda de acesso restrito aos assinantes.
Quem assinará para ler resenhas ligeiras e textos sumários e que são coletâneas de clichês? Esta economia mesquinha grita que a revista está atrás de centavos de assinantes enquanto afugenta anunciantes (quem anunciará em páginas cujos acessos decrescem, e decrescem por iniciativa da editora, que trata leitores de internet como “filadores”? ).

Desta fase a ed.Abril poderá sair mais forte, se souber praticar autocrítica editorial e administrativa. Recuperar leitores fiéis será outra história.

Morte de Otavio Frias Filho

Soube da morte do Otavio Frias Filho ao ler texto de Elio Gaspari; o jornalista falando do Diretor da “Folha de S.Paulo” no passado. Desta leitura, fui aos demais colunistas e alguns outros lamentavam a morte do jornalista tratado por colegas como “Otavinho”. Avaliações da trajetória do colega e patrão, menções ao “Projeto Folha” e à política de “pluralidade” das páginas de opinião, etc, etc

Texto do Ruy Castro observando que Otavio Frias Filho era um interlocutor que “olhava nos olhos”, foi um que mereceu minha atenção e memória; texto de Mario Sergio Conti dedicado a quatro personagens, sendo Otavio Frias Filho um destes, louvado por sua “curiosidade”, outro. Outros textos li que não se fixaram no meu banco de dados.

Não me lembro de ter lido exames sobre ideias do falecido, ou textos tratando de sua obra dramatúrgica. O que não garante que não tenha havido textos desta natureza, sim?

Discutir a “Folha de S. Paulo”, sua condição de órgão máximo da casta acadêmica me pareceria o ideal, pois isto não feriria os sentimentos de amigos e familiares e seria até homenagem, mas parece que exigir isto dos homens do jornalismo brasileiro atual é exigir demais. É sonhar muito alto.

Conti, no texto citado, lembrou que Frias “não frequentava o Poder”. Bom, o Poder, e falo do Poder por excelência, o Poder dos formadores de opinião (e de consensos), assentados nas Universidades, tinha e tem na “Folha de S. Paulo” sua casa.
Quem precisa frequentar o Poder na condição de Diretor de um órgão como a “Folha”?

A cobertura da morte de Otavio Frias Filho confirmou quem assegura que jornalistas no Brasil de hoje falam apenas para outros jornalistas.

Entrevistas de Jair Bolsonaro

A entrevista de Jair Bolsonaro para o “Jornal Nacional” foi o fato mais importante, até agora, desta campanha presidencial. Nem mesmo a entrevista para o “GloboNews” repercutiu tanto.

Pode ser que a agressividade dos dois entrevistadores tenha ajudado Bolsonaro, pois deixou-o mais à vontade; quem não fica mais à vontade interpelado de forma grosseira? A jornalista exigindo privacidade quanto ao que ganha foi o ponto memorável da noite, pois demonstrou como pensa quem se julga habilitado a dirigir a massa em seus julgamentos. A encenação de dignidade conspurcada por um questionamento válido é, como diria Paulo Francis, algo que dispensa comentários, por ser o próprio comentário.

Na verdade, a fúria da jornalista é a expressão de quem sabe que não forma opiniões além das que seus pares já exibem; o Poder de influenciar destes senhores da imprensa mainstream no Brasil de hoje é nulo. A posição de Bolsonaro nas pesquisas berra que ninguém toma mais esta gente a sério. Ninguém muda o voto inspirado por estas musas.

Jair Bolsonaro poderá ganhar ou perder esta eleição, mas não pela ação da Imprensa. Poderá, ainda que vença a eleição, perder para si próprio e para seus apoiadores.

Então qual a razão para participar de entrevistas e debates se os votos já estão decididos nas mentes, se ninguém mudará o voto a esta altura?

Para ajudar a remover, de modo definitivo, as máscaras da Imprensa mainstream.

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