“Notas” – 02/02/2019

Sobre agir mais, lamentar menos

Recebo, via Whats’App, de um leitor e amigo, três vídeos que “têm tudo a ver como que a gente conversa, com o que você escreve”: um do Jordan Peterson explicando o Poder da penetração marxista na Universidade e nos meios de comunicação de massa, outro do Christopher Hitchens respondendo a uma confrontação de um ativista anti-ocidente,e a entrevista do Steve Bannon ao Allan dos Santos.

“Tudo a ver mesmo,você precisa assistir.”

Jordan Peterson já conheço há alguns meses, sou mesmo inscrito no seu canal no “YouTube”; um dos críticos mais agudos ao totalitarismo da casta acadêmica e nas reproduções deste totalitarismo nas mais diversas esferas da vida do homem médio, o qual não possui qualquer defesa, mesmo por desconhecer, na maioria absoluta, qual é a origem de muitos controles sobre sua vida. O homem comum sente o peso sobre si, apenas.

No vídeo enviado pelo amigo, Peterson diagnostica a razão de muito do Poder do marxismo, Poder que, se em outros tempos tinha a justificativa de ser um sonho do qual não se sabia,ou se sabia pouco, de como era quando realizado, hoje tem apenas o magnetismo de ser linguagem agradável aos que não desejam qualquer responsabilidade por seus fracassos. Claro que quando Perterson fala,e eu escrevo aqui sobre “marxismo”, não é o marxismo como escola de pensamento, a qual exige como qualquer escola de pensamento, estudo e leituras. Não, trata-se do conceito vulgar de marxismo, no que este tem de mais simplório, e atraente para cérebros que não desejam trabalho.

Para este conceito simplificado, até o máximo de distorção, de marxismo, qualquer êxito na vida de um indivíduo vem acompanhado não de esforço ou mérito, mas de exploração e roubo. Claro que intelectuais marxistas de fato sabem que esta é uma simplificação grotesca, mas burocratas de partidos de Esquerda não hesitam em utilizar esta fórmula de explicação de sucessos pessoais com a etiqueta “marxismo”. E esta etiqueta que se apresenta como marxista fala alto aos corações da massa adormecida na ignorância e nos corações de burocratas que sabem que o Poder está na mistura de ignorância e ressentimento fermentando no ânimo da maioria. E na estigmatização do indivíduo que tenha obtido sucessos em sua vida, ainda que com sacrifícios, ainda que com muito estudo,ainda que como exceção.

Peterson diagnostica o fenômeno, mas não sei se ele tem a fórmula mágica para a cura ou o tratamento. Bom, talvez o tratamento seja este, gente como ele, da Universidade, denunciar a Universidade por seus atos, por sua propaganda ódio mixado com mediocridade, ou cimentado na mediocridade. A denúncia do “politicamente correto” como forma mais bem acabada de totalitarismo. Não silenciar, não se omitir.

Como não se omitia Christopher Hitchens, o combatente oriundo do trotskismo. Não se admitia um convertido ao direitismo, ou conservadorismo (“paleo” ou “neo” ), ou ao liberalismo. Talvez desprezasse o liberalismo mais que ao conservadorismo.  Todas as entrevistas que vi dele em vídeos, exibem um sujeito em prontidão.

Quantos hoje podem se apresentar como “em prontidão”?

No vídeo, um ativista (não sei quem é, e confesso não ter procurado saber; sua “argumentação” sendo igual a de tantos) confronta Hitchens sobre a “culpa ocidental”. A conversa de sempre sobre imperialismo; não que não haja imperialismo, mas esta “denúncia” vindo carregada de pieguismos e simplificações ao gosto de plateia acostumada às simplificações e pieguismos. Hitchens primeiro apresentou suas credenciais: um combatente contra intervenções americanas desastrosas e autor de libelos contra Henry Kissinger. Em seguida, mencionou as atrocidades cometidas por islâmicos contra seus compatriotas, sobretudo mulheres. Para no fim devolver culpas ao interlocutor: “Se quiser se acovardar, faça-o em seu próprio nome, não no meu.”

Assim age um combatente, um intelectual que não foge de confrontações: apresenta dados, se mostra como contendor qualificado e avança sem temores. Quantos no Brasil de hoje em dia fazem isso? Quantos seriam capazes de dizer aos tiranos de casta acadêmica: “Sou um branco (ainda que por critérios brasileiros), sou contra racismos, já escrevi e estudei sobre a questão, e digo: nem todo branco é um herdeiro de exploradores e carregam culpa genética pela escravidão.Quer assumir esta culpa, faça-o usando você e seus filhos, seus colegas e filhos de colegas como exemplo. Não faça sua demagogia sobre as costas de brancos pobres ou apenas remediados.Não faça demagogia barata. Não venha culpar a mim, filho da classe média baixa. E vá, antes de qualquer coisa, procurar cura para sua dermatite de contato aos livros.”

Não tenho visto muitos intelectuais contrários à ideia das reparações fazendo isto. Uns por temerem marchar contra uma “verdade” estabelecida pela Universidade, outros por preferirem que os próprios negros vejam quem são estes “amigos” e não verem razão em se oferecer como mártires rotulados de racistas (incluo-me nesta categoria, admito), e a grande maioria por covardia mesmo. Pelo espírito de casta; não se consideram brancos, consideram-se “agentes políticos”, e decidem aderir ao coro da “culpa dos brancos” apontando brancos que não sejam do seu meio à execração pública.

Alguns que tentam combater sofrem de incompetência e mesmo de um certo racismo residual logo identificado por militantes bem treinados.

Aos cultos, falta coragem (e repito, não me excluo desta conta; em um dos últimos países do Mundo a abolir a escravidão, questionar certos dogmas é muito arriscado e muito contraproducente ) ; aos corajosos, habilidade e cultura mais sólida.

Haverá exceções, claro, mas não as conheço.

A entrevista de Steve Bannon ao Allan dos Santos foi o vídeo que mais me tocou; o que Bannon diz sobre a necessidade da Direita, ou dos inimigos dos totalitarismos de Esquerda (tanto faz, sobretudo no juízo da casta acadêmica), aprender com a Esquerda como agir, como ocupar espaços, como combater. Admitir que estes combatentes sabem das coisas, enfim. Não apenas sentar e chorar sobre avanços da dita Esquerda.

Bannon recomenda abrir canais do “YouTube”, criar blogs e sites, escrever peças e roteiros, militar na esfera cultural e no mundo dos espetáculos.

Como discordar?

Mas…como esquecer o que é a Direita no Brasil?  Neste ponto sou como Hitchens, não desejo ser reconhecido como conservador ou liberal,ou direitista)?

Bannon conhece pouco o que seja Direita brasileira. Conhece Olavo de Carvalho, mas muito pouco os ditos direitistas que se apresentam (ou são apresentados como, o que no fim dá no mesmo) como seguidores de Olavo de Carvalho.Ou direitistas não simpáticos ao Olavo de Carvalho, e seguidores de excentricidades variadas…

Bannon não sabe o número de canais brasileiros tidos como de Direita no “YouTube” ; soubesse e veria que muitos têm pouco público e nenhuma repercussão. A Direita (ou adversários da dita Esquerda) não prestigia a Direita (ou adversários da dita Esquerda). Há panelinhas acusando outras panelinhas de serem meras …panelinhas.

Blogs de Direita (ou adversários da dita Esquerda) idem…

Resta chorar? Não!

Eu por mim cito e sigo canais no “YouTube” com os quais me identifico (como me inscrevi no canal do Caio Coppolla,  que julgo talentoso e digno de respeito – e sobre o qual pretendo escrever mais),idem blogs e sites de gente que julgo com ânimo de combate e talento.

Sim, talento.Não me obrigo a prestigiar “formadores de opinião” que escrevem “mimimi” no lugar de “lamento” ou “lamúria” ou articulistas leitores de um só autor.

Já os que noto talentosos e combativos, sigo por gosto e, repito, por obrigação de militante.

E não deixo de escrever meus textos, mesmo sabendo-os divulgados apenas na surdina.

O que Bannon diz na entrevista me faz lembrar passagem da “História da Revolução Russa” de Leon Trotsky, onde Trotsky deitado no chão ao lado de Lenin, num intervalo das discussões no Instituto Smolny, no calor das reuniões do imediato pós-Revolução, via ali não dois indivíduos deitados, mas cinquenta anos de luta, trinta de Lenin, vinte dele, Trotsky.

Tempo… a Direita (ou os inimigos da dita Esquerda) precisa aprender a lidar com esta matéria.

E a determinação que vem dele.

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